Tudo sobre o Diogo

Completando 20 anos de carreira, Diogo Nogueira fez sucesso em todos os projetos aos quais se dedicou – na música, ganhou dois Grammys, vendas milionárias de seus 12 álbuns e 6 DVDs, foi eleito melhor cantor em diversas ocasiões. Como apresentador, igualmente foi bem-sucedido, tanto no rádio quanto na TV. Até na culinária alcançou projeção notável. Mas se perguntarem uma de suas maiores conquistas, dirá que uma delas são os quatro sambas-enredo nota 10 que emplacou na escola do coração, a Portela.

Não é para menos. Diogo nasceu no meio de rodas de samba e de choro. Filho de peixe, do notável sambista João Nogueira, não poderia dar outra coisa. Até que a família apoiou e ainda garoto despontou nos campos de futebol cariocas, foi jogar no Sul, no Cruzeiro de Porto Alegre, mas uma lesão no joelho impediu o prosseguimento da carreira futebolística. O gramado perdeu um talento, mas os palcos ganharam.

No retorno ao Rio, começou a frequentar as rodas de samba até lançar seu primeiro disco solo em 2007, “Diogo Nogueira ao Vivo”. Começa aí a saga de dúzia de álbuns de estúdio e DVDs que o conduzem ao posto de um dos sambistas mais bem sucedidos do país.

No ano seguinte começa sua sequência de sambas-enredo na Portela, que são mesclados com lançamentos dos álbuns “Tô Fazendo a Minha Parte” e “Sou Eu”. Na época, venceu o VMB (Vídeo Music Brasil, da MTV), como Melhor Artista ou Banda de MPB, e passou a apresentar o programa “Samba na Gamboa”, nas TVs Brasil e Cultura.

Foi no mesmo período que levou as duas estatuetas mais importantes do mundo da música para casa. Em 2010 venceu o Grammy Latino de Álbum de Samba, com “Tô Fazendo a Minha Parte”, e em 2015 foi premiado com mais um, desta vez pela canção “Bossa Negra” junto com Hamilton de Holanda.

Até em Cuba, Diogo gravou um DVD ao vivo e novamente fez registro de show homenageando as raízes do gênero em “Alma Brasileira”. Em 2017, Diogo lançou um álbum somente de inéditas e autorais, intitulado “Munduê”, seu quinto álbum de estúdio e comemorativo de 10 anos de carreira.

O trabalho o levou a mais apresentações internacionais. Já havia realizado quatro turnês pelos Estados Unidos quando foi chamado para representar o Brasil e se apresentar na Rússia, em 2018, durante a Copa do Mundo de futebol. Nem bem veterano era quando gravou EP “Meu Instinto” com quatro canções inéditas e participações da então novíssima geração do mais brasileiro entre os gêneros.

Antes de entrarmos em reclusão forçada pela pandemia, soltou o disco “Ao Vivo em Porto Alegre”. E durante a fase de isolamento não parou de trabalhar – as lives que promoveu tiveram mais de 12 milhões de views.

Dessas, nasceu mais uma frente de trabalho de Nogueira. Começou a demonstrar em vídeos sua intimidade com as panelas e o talento o levou a lançar o livro de culinária digital “Diogo na Cozinha”. A obra acabou entre as 12 indicadas – única brasileira – a melhor livro de comida do mundo na categoria “Celebrity Chef –

World”, pelo Gourmand Awards International.

Desde então tocou o projeto audiovisual “Samba de Verão”, no final de 2020, do qual saíram três discos: “Sol”, “Céu” e “Lua”, com participações mais do que especiais como Zeca Pagodinho e Grupo Fundo de Quintal. No ano seguinte, com o single “Flor de Caña” homenageou a musa e companheira Paolla Oliveira.

Em 2022, retomou com o instrumentista Hamilton de Holanda o projeto “Bossa Negra” e, juntos e em parceria com Seu Jorge e Marcos Portinari, lançaram a canção “Fim do Horizonte”, e ainda gravou o projeto “Diogo Nogueira ao Vivo no Noites Cariocas”, em março desse ano.

Para 2023, lançou seu novo álbum de estúdio, “SAGRADO Vol.1”, produzido por Rafael dos Anjos e Alessandro Cardozo. Diogo volta às suas raízes do samba para criar um repertório cheio de batuques, tradição e originalidade.

Como nem só de música é feito um artista, desde o lançamento de seu último álbum, Diogo Nogueira vem destacando cada vez mais para o público sua fé e religião. Misturando uma pitada de samba com um bocado de gastronomia cultural e religião a gosto, nasceu “Comida de Santo”, com 4 episódios gravados ao lado das renomadas chefes de cozinha Andressa Cabral e Leila Leão.

Para fechar 2024, Diogo lançou “Qual Futuro Então Virá?”, single em parceria com Ailton Krenak, importante ambientalista e filósofo brasileiro. A canção é inspirada pela sabedoria de Krenak e raízes de Diogo Nogueira, convidando o público a repensar as ações e a transformar a experimentação da vida no presente. A música, que chegou acompanhada de um visualizer, carrega batidas do samba e se materializa como um grito pela preservação da natureza e futuro da humanidade.

2025 chegou com o programa “Diogo Na Cozinha”, na GNT, em que o cantor mistura culinária e entrevistas com convidados mais que especiais. Além disso, o artista acaba de lançar “SAGRADO, Vol. 2”, projeto de estúdio que segue o álbum “SAGRADO, Vol. 1”, lançado no final de 2023. Com participação especial de Sandra Sá, o nono álbum de inéditas do sambista trata a união entre o sagrado e o profano e o amor em suas diversas formas.

Também este ano, Diogo Nogueira explorou outras facetas comandando a direção artística da gravação do DVD Sombrinha 50 anos e anuncia a grandiosa turnê comemorativa “Infinito Samba” em 2026, um espetáculo que celebra duas décadas de uma trajetória marcada pela excelência, reinvenção, e a inegociável reverência ao samba de raiz.

Discografia

Indicações

Grammy Latino 

MTV Vídeo Music Brasil 

Melhores do Ano 

Prêmios

Grammy Latino 

MTV Vídeo Music Brasil